segunda-feira, 14 de junho de 2010

Só me resta acreditar...

“O que incomoda é esta fragilidade, essa aceitação, esse contentar-se com quase nada.”

.

.

.

E por tanta exposição a disposição cansou.
Secou da fonte da paciência e minha excelência ficou lá fora.

Solução é a solidão.
Deixe eu me livrar das minhas marcas;
Deixe eu me lembrar de criar asas.

.

.

.

Está difícil suportar essa tristeza generalizada. É sempre um calor gélido e ansiado na boca do estômago, uma sensação de: “o que é mesmo que se passa?”, um certo estado de humilhação conformada, o que parece bem vindo e quisto.

Eu não me animo mais, não sou a mesma.

Descompromissada com meu próprio rumo, desprovida de coragem. Não me sinto filósofa.

Caio ao estar desatenta ao meu próprio tesouro. Estou sozinha.

Não consigo reciclar meus sentimentos...

Uns dias atrás me deparei com um céu avermelhado, encoberto. Mesmo céu que antes, já acolhera outros pedidos meus.

Com o tempo três estrelas apareceram. Percebi o brilho, a magnitude do céu, escondidos por ele mesmo. Fiz meu pedido, mas a estrela que eu escolhi não me atendeu. O milagre que esperei nunca me aconteceu.

Minha miséria intelectual me mostrou, mais uma vez, que descobrir o verdadeiro sentido das coisas é, realmente, querer saber demais.

Cansei de mim mesma. Das paixões que já não são nada, dos amores intensos por um alguém e das sensções não tão úteis.

Meu medo fica maior.

Tudo me assuta.

Meus sonhos já não são mais visíveis.

Preciso de colo. De uma mudança no meu ser. De descobrir esse meu ser, pois eu não sei na verdade quem sou.

Hoje tentei me inspirar no sol, como você me disse, brilhar sem esperar recompensas, elogios ou lucros. Ainda não consegui. Mas gosto do sol... Como Leonardo da Vinci já disse, “ele nunca vê a sombra”.

Hoje me sinto meio sombra...

Nesse meu universo o sol é solidão.

Amanda Mazzoni

Nenhum comentário:

Postar um comentário