Hoje acordei com uma tempestade...
Tempestade dentro de mim.
O ringir da minha janela de madeira, já desgastada e cansada com a melódica e constante dança dos ventos e amargurada com as constantes mudanças de humor de Cronos não me incomodaram naquela manhã.
Minha respiração, embaçando o vidro, me dava provas de que ainda havia vida em mim, mesmo que eu, em muitos momentos, não quisesse.
O dia que vi nascer na antiga janela fora difícil.
Mas o acordar tentou me alertar. Relutei.
Criei a dor e, ainda, não me habituei.
Eu ainda estava presa em meu mundo de sonhos e fantasias.
Hoje esse meu mundo relembrou dois sentimentos que se encontravam adormecidos em mim.
Senti aquela pontada típica. Valeu. Quase acordei.
Voltando para o vazio de minha casa, me detive na paisagem e me vi. Aquele era meu reflexo...
Um limoeiro:
_ metade seco e metade vivo. . . .
Esse fora meu mau-humor.
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