segunda-feira, 14 de junho de 2010

Da carência fez-se metáfora

Hoje acordei com uma tempestade...

Tempestade dentro de mim.

O ringir da minha janela de madeira, já desgastada e cansada com a melódica e constante dança dos ventos e amargurada com as constantes mudanças de humor de Cronos não me incomodaram naquela manhã.

Minha respiração, embaçando o vidro, me dava provas de que ainda havia vida em mim, mesmo que eu, em muitos momentos, não quisesse.

O dia que vi nascer na antiga janela fora difícil.

Mas o acordar tentou me alertar. Relutei.

Criei a dor e, ainda, não me habituei.

Eu ainda estava presa em meu mundo de sonhos e fantasias.

Hoje esse meu mundo relembrou dois sentimentos que se encontravam adormecidos em mim.

Senti aquela pontada típica. Valeu. Quase acordei.

Voltando para o vazio de minha casa, me detive na paisagem e me vi. Aquele era meu reflexo...

Um limoeiro:

_ metade seco e metade vivo. . . .

Esse fora meu mau-humor.

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