terça-feira, 15 de junho de 2010

Ser essência é muito mais!



Sim, sou uma mulher de fortes sentimentos...
Hoje meu sonho pareceu verdade, fui mais poesia que escuridão, fui céu azul em um gélido e melancólico inverno.
O verde transborda na minha alma, as sombras parecem longínquas e demasiadas fracas para me abraçar.
Hoje sou criança em ciranda a brincar.

Imagens opacas se formam diante dos meus olhos - como pequenas fotografias envelhecidas.
Cegando-me lentamente...
A luz que meus olhos desacostumaram a ver. Escondida em quarto escuro há anos - ou seria desde sempre?
A primeira vez que realmente enxerguei encontrei um céu azul anil. Um sorriso. Pedi uma pequena bênção aos meus deuses.

Há um tempo atrás, pedi às estrelas meu milagre. Julguei que tinha sido esquecida.... mas hoje senti-me realizada.
Talvez eu não esteja totalmente sozinha... ok, estou, mas essa dor parece, hoje, incomodar menos.
A luz me aquece, os amigos parecem me entender e eu... eu me torno sol. Ilumino-me, escrevo, componho. Vou tecendo, pouco a pouco, a teia da minha vida: alegre ou não.

Em um primeiro contato, estranheza. Me escondi em minhas mazelas, me embriaguei demais de tristeza, tempo demais para esquecer as formas, os traços simples que me compõe.
Havia voltado para o lar. Mesmo sem reconhecer, meu coração cantava em paz. Paz... soava doce nos lábios.
Pedi aos céus para devolver-me a aquarela. Queria e necessitava, mais do que em toda minha curta existência- pintar sonhos.

Seria demais decolar um pouco mais alto nesses sonhos? - hoje eu me atrevo.
Quero minha vida em aquarela todos os dias, "quero a música rara o som doce e choroso da flauta", quero ter vocês: para todo o sempre.
_Minha tristeza se resumiria em um único tom: cinza. Mesmo cinza das névoas, confusões e tormentas. Cor que hoje deu lugar a essa aquarela, conjunto de cores que, pela manhã, guardei em mim.

Cores e sons. E talvez no fim derradeiro se escute uma gargalhada. Canções e poesia. Os versos vivos e compartilhados por outras almas.
Então o silêncio abria ferida. Havia pesado onde sempre me disseram que seria o paraíso, mas não estava morta. Renascia.
A monocromia não me bastava. Um mundo de cores queria fazer parte de mim. As cores vivas que meus olhos agora enxergavam. Novas fotografias.
Nossa vida. Não mais uno, mono... Ser pluri, ser mais, muito mais que uma alma só a cantar. Nossa essência...


Por Amanda Mazzoni e Lu Rodrigues.

5 comentários:

  1. "Se lembrar de celebrar muito mais!"


    Porque é possível celebrar cada manhã. É possível brindar todas as manhãs com esse sentimento de alegria. No que depender de mim, farei o possível para que seja assim sempre um pouquinho mais, até que tristeza nenhuma, tom cinzento nenhum se atreva a contaminar a aquarela das nossas vidas.

    Vocês fazem com que as minhas manhãs sejam sempre mais coloridas :)


    Amo vocês! (L)

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  2. "Se lembrar de celebrar muito mais!" *.*
    saudades demais!!!

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  3. Gostei muito do post
    Realmente vc tá profunda esses dias
    Depois comenta o meu...

    :DDD

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  4. Eu fiz este blog muhauahuahauhauah, ps: eu tava na criação deste texto lindo tb, morram de inveja!

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