sexta-feira, 18 de junho de 2010
Pequenas epifanias em busca da minha ilha desconhecida.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Desilusão

SEGUNDA-FEIRA, 18 DE MAIO DE 2009
Hoje amanheceu nublado. Acho que sei o que acontecerá. Está chato não ficar chateado, está difícil se segurar.
Lá fora ainda não chove, mas aqui dentro tem tempestade. Meu coração foi encharcado por uma chuva de verdades.
Acreditei no meu coração, mergulhei fundo na amizade. Confiei sem dizer não, no começo achei que era verdade. E acabei dando bem mais do que aquilo que nunca receberei.
Até que não sofro tanto.
É que já me acostumei.
Lá fora ainda não chove, mas aqui dentro tem tempestade. Meu coração foi encharcado por uma chuva de verdades.
Acreditei no meu coração, mergulhei fundo na amizade. Confiei sem dizer não, no começo achei que era verdade. E acabei dando bem mais do que aquilo que nunca receberei.
Até que não sofro tanto.
É que já me acostumei.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Ser essência é muito mais!

segunda-feira, 14 de junho de 2010
In the cold heart of the night;
"Os tristes acham que os ventos gemem; os alegres acham que eles cantam." Zalkind Piatigorsky
Hoje o vento está gemendo, passando pelas frestas da minha janela, me enregelando o corpo até os ossos, quase até o coração. O frio me domina de fora pra dentro, mas conservo em mim uma chama que não me deixa congelar por completo. Difícil, decerto.
E talvez eu esteja triste, ou esteja apenas com vontade de escrever... E deixar que a minha pequenina musa cante um pouquinho, para que eu me livre, de alguma forma, do verdadeiro aborrecimento que está preso em minha garganta.
E sei que esse não deveria ser o intento da minha [suposta] arte, mas descobri que para mim não tem jeito. Eu só sei escrever para me libertar do que me oprime. Isso é positivo, de alguma forma...
Ou não, né?
[...]
“Sou uma mulher de detalhes fortes nos músculos do coração. Viver não é apenas estar aqui bebendo a água ou tocando o fogo. Viver pode ser alguma coisa a mais, além dessa exatidão humana. Por isso denuncio minha alma: ela tem desvios. Não é perecível nem inadulterável. Parece oca quando choro” Mirian Freitas
Escrevo...
Escrevo a dor dos meus dias e a certeza de um novo amanhã.
Certeza um tanto incerta.
Com meu coração esmagado entre os dedos gélidos tento me tornar menos vazia, ou melhor, menos sombria. Lembro-me que sempre fui assim: poesia e escuridão. Nada estava diferente.
As palavras só davam seqüência a aquele ciclo que havia sido certamente interrompido.
Não me adianta gritar para libertar-me, ninguém me ouviria. Tudo está longe... o meu tudo está longe... nas entranhas do tempo.
[...]
Sempre fui assim, poesia e escuridão. A luz foi eclipsada pela passagem dos dias sombrios, a necessidade de sol sempre foi apenas uma esperança. Então a escrita foi o caminho que encontrei para tentar buscar calor, sonhos e ideais, ou para romper a distância que há entre mim e o meu tudo, ou para esquecer a vida pequena, sonhar com a distante grandeza da vida. A distância é fria e vazia - como essa noite gélida, onde tudo é solidão... Onde tudo o que eu quero é sonhar, sendo que isso é o que menos consigo.
[...]
Acho que não sei sonhar. Meus instantes sempre ficam ali, na cama, imóveis.
Luto por um descanso da alma e o máximo que consigo é matar as esperanças que eu tinha nas mãos.
Meu silêncio não se acalma, minha alma não dorme, não se encontra.
Repito: estou só, e com frio. Me sinto oca, com medo e sem fé. Sem fé em mim.
Queria entender a inutilidade desses meus últimos dias, mas mesmo abalada pelo frio minhas razões não me deixam só. Prossigo, amargurada, com esse vazio da minha própria existência.
[...]
Razão e vazio. Não, não é disso que eu preciso. Preciso de emoção que me preencha completamente a vida, que me transborde, que me recorde a vida que eu nunca tive, mas que de alguma forma está guardada na minha memória. Tenho aquela estranha saudade de algo que nunca aconteceu...
Um sentimento específico, na verdade. Eu preciso me recordar de que eu sou capaz de um certo sentimento. Porque a sensação é a de impossibilidade total de sentir, e me parece que toda a vida fui assim, mas sei que algo em mim entende o que quero. Talvez eu sonhe com o impossível... E é a falta de fé que me faz acreditar que haja algo impossível.
[...]
Não preciso falar de esperanças, elas não cabem nesse momento.
Disso eu me recordo.
As dores que sinto hoje são nostalgias do ontem. São notas perdidas na canção que fiz para você. Melodia rara de um coração ainda puro, sem marcas.
Meu futuro é incerto, sem promessas ou encantos programados.
Talvez eu só queira a paz para viver sozinha, descobrir essa minha essência indecifrável.
Renunciei a mim mesma por um alguém e agora meu choro e meu silêncio dizem que sou infeliz.
Hoje me sinto velha, amargurada, pedinte. A beira de um abismo, longe da vida.
[...]
Se os que me viram já cheia de graça
Olharem bem de frente para mim,
Talvez, cheios de dor, digam assim:
"Já ela é velha! Como o tempo passa!..."
Não sei rir e cantar por mais que faça!
Ó minhas mãos talhadas em marfim,
Deixem esse fio de oiro que esvoaça!
Deixem correr a vida até ao fim!
Tenho vinte e três anos! Sou velhinha!
Tenho cabelos brancos e sou crente...
Já murmuro orações... falo sozinha...
E o bando cor-de-rosa dos carinhos
Que tu me fazes, olho-os indulgente,
Como se fosse um bando de netinhos...
.
.
.
.
Por M. Peixoto e A. Mazzoni.
[...]
* Um pequeno suspiro.. Alívio...*
Estava de volta. Fazia muito tempo… Ali ainda existiam os mesmos cheiros, os mesmos rostos cansados, quase tudo impecavelmente igual. Até mesmo as minhas pequenas musas continuavam ali, sussurrando suas poesias quase imperceptivelmente. Faltavam pequenos detalhes que passariam despercebidos pela maioria dos olhos humanos – mas essa falta criava um vazio particular em meu peito.
No mesmo lugar… Sentada na mesma posição… Havia voltado para onde meu coração reconhecia como lar.
A mesma canção, minha trilha sonora pessoal para esses momentos particulares ecoava em minha mente.
- Let the seasons begin - take the big king down –
Braços invisíveis – meus velhos conhecidos anônimos – me receberam, acolheram-me como antigamente. Como se o tempo nunca tivesse existido.
Mas havia passado tempo demais… Era tarde demais…
Como pequenos sussurros, vieram fragmentos de algumas lembranças. Passavam suavemente diante de meus olhos, minhas fotografias – amareladas, gastas, antigas e tão fortes em mim.
E todas as palavras tocaram em forma de uma suave canção em minha mente.
Todas as distorções ficaram nítidas e me assustaram. Uma caricatura grotesca do que fora – desenhada pelas lembranças falhas. O sentimento no peito permanecia imaculado. Guardei-o como meu tesouro mais valioso. Porém, um único esquecimento e o conforto se tornou uma ferida que sangrava lentamente.
Nada poderia devolver tudo aquilo que minha alma necessita e que se perdeu por aí. Um cristal que fora lascado. Eu necessitava daquele pedaço “insignificante” para que eu pudesse me reconhecer – e talvez voltar a me sentir viva.
Porém, ele estava perdido pelo chão e meus olhos cegos não conseguiam encontrá-lo.
Uma lembrança. Uma voz que eu havia esquecido. Fechei os olhos e vi os poucos traços que recordava.
O vazio tornou-se ainda mais latente. Eu quis gritar, mas meu próprio desespero me sufocou. Quis clamar por você, mas as lágrimas vieram primeiro. E a nossa promessa se repetia em minha mente, como que para convencer de que ela era real: daríamos um ao outro tudo aquilo que não conseguíamos oferecer a nós mesmos.
- I'll give peace when peace is fragile. –
Mas você nunca poderia estar ali para recuperar a minha sanidade.
... Eu quis gritar, mas a dor me amordaçou…
[...]
... ... ... Arrepio ... ... ...
E uma voz ecoou por todo aquele lugar. De onde vinha, eu desconhecia, mas morria em meu peito. E meu coração, apesar de todas as falhas, reconheceu. Um sussurro. Meu salva-guarda.
- Eu estou aqui minha querida. Sempre com você –
Não acreditei quando percebi que era você.
Com a delicadeza que os deuses reservaram a ti, segurastes minhas mãos e repetia o mesmo gesto que trazia a minha paz.
De alguma forma que desconheço, minha alma sabia que era real: você estava ali comigo.
Olhei em teus olhos invisíveis e agradeci como sempre fiz: em silêncio.
- Obrigada por existir para mim. –
Será que você poderia compreender minhas palavras? Acredito que sim. Sempre me entendeu melhor do que eu mesma.
Um riso. O sorriso que você guardava somente para mim.
- Eu amo você menina. –
Silêncio. As palavras são frágeis demais para carregarem consigo o tamanho do meu amor por ti.
[...]
E cheguei até mesmo a acreditar que tudo poderia ser como antes. Mas os ponteiros do relógio e sua urgência não me permitiram ficar ali.
... ... ... Medo ... ... ...
Medo de me perder novamente… De cair, de me prender novamente naquelas correntes negras... Temia retornar ao ponto inicial e morrer lentamente em agonia.
Levantei-me. Olhei para trás procurando-te e nada encontrei. Estava só novamente. Será?
- Uma resposta –
I said baby don't worry,
life will carry.
Just take it slowly.
'Cause the love you used to feel is still in there, inside.
It may be the faded photograph, but I know you care.
So don't hide.
If you're scared, I'm here besides you.
If you get lost, I'm here to guide you.
Lu Rodrigues
Da carência fez-se metáfora
Hoje acordei com uma tempestade...
Tempestade dentro de mim.
O ringir da minha janela de madeira, já desgastada e cansada com a melódica e constante dança dos ventos e amargurada com as constantes mudanças de humor de Cronos não me incomodaram naquela manhã.
Minha respiração, embaçando o vidro, me dava provas de que ainda havia vida em mim, mesmo que eu, em muitos momentos, não quisesse.
O dia que vi nascer na antiga janela fora difícil.
Mas o acordar tentou me alertar. Relutei.
Criei a dor e, ainda, não me habituei.
Eu ainda estava presa em meu mundo de sonhos e fantasias.
Hoje esse meu mundo relembrou dois sentimentos que se encontravam adormecidos em mim.
Senti aquela pontada típica. Valeu. Quase acordei.
Voltando para o vazio de minha casa, me detive na paisagem e me vi. Aquele era meu reflexo...
Um limoeiro:
_ metade seco e metade vivo. . . .
Esse fora meu mau-humor.
Só me resta acreditar...
“O que incomoda é esta fragilidade, essa aceitação, esse contentar-se com quase nada.”
.
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E por tanta exposição a disposição cansou.
Secou da fonte da paciência e minha excelência ficou lá fora.
Solução é a solidão.
Deixe eu me livrar das minhas marcas;
Deixe eu me lembrar de criar asas.
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Está difícil suportar essa tristeza generalizada. É sempre um calor gélido e ansiado na boca do estômago, uma sensação de: “o que é mesmo que se passa?”, um certo estado de humilhação conformada, o que parece bem vindo e quisto.
Eu não me animo mais, não sou a mesma.
Descompromissada com meu próprio rumo, desprovida de coragem. Não me sinto filósofa.
Caio ao estar desatenta ao meu próprio tesouro. Estou sozinha.
Não consigo reciclar meus sentimentos...
Uns dias atrás me deparei com um céu avermelhado, encoberto. Mesmo céu que antes, já acolhera outros pedidos meus.
Com o tempo três estrelas apareceram. Percebi o brilho, a magnitude do céu, escondidos por ele mesmo. Fiz meu pedido, mas a estrela que eu escolhi não me atendeu. O milagre que esperei nunca me aconteceu.
Minha miséria intelectual me mostrou, mais uma vez, que descobrir o verdadeiro sentido das coisas é, realmente, querer saber demais.
Cansei de mim mesma. Das paixões que já não são nada, dos amores intensos por um alguém e das sensções não tão úteis.
Meu medo fica maior.
Tudo me assuta.
Meus sonhos já não são mais visíveis.
Preciso de colo. De uma mudança no meu ser. De descobrir esse meu ser, pois eu não sei na verdade quem sou.
Hoje tentei me inspirar no sol, como você me disse, brilhar sem esperar recompensas, elogios ou lucros. Ainda não consegui. Mas gosto do sol... Como Leonardo da Vinci já disse, “ele nunca vê a sombra”.
Hoje me sinto meio sombra...
Nesse meu universo o sol é solidão.
Amanda Mazzoni
Vênus
(...)
A METADE QUE FALTAVA
Primeiro contato:
_Mudo.
Na aproximação, o afeto
No olhar, o amor
Em um teatro mágico,
do Dia-a-dia:
_Só para raros.
Na poesia,
O encontro de almas
Na realidade,
Uma outra metade:
A metade que faltava.
Amanda Mazzoni Marcato
Meu mundo e seu mundo: amizade
E eu não conseguia mais respirar.
Estava sufocada em mim mesma, no meu próprio mundo.
O caminhar rotineiro parecia pesado a cada instante. Meu antigo e surrado amigo, um all star vermelho, já pedia descanso, meu andar já não era o mesmo..
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Um dia, ao acordar, resolvi mudar. Decidi me encontrar com o meu Deus, decidi fazer de minhas amizades meu alicerce do viver, decidi ouvir: decidi viver.
Não pensei que seria tão difícil.
Ter um mundo só seu pode lhe causar alguns problemas. Às vezes esquecemos que na realidade valores já não tem seu real significado, pessoas já não se importam tanto umas com as outras e que fazer o "certo" pode ser "errado".
E esse meu "certo" tem me causado dores de cabeça.
Não posso deixar de acrescentar um grande feito meu e do meu surrado companheiro. Encontramos um outro mundinho próximo, aparentemente guiado por um conhecido all star azul, mas com alma roxa. E esse novo mundo, começou a interferir no meu dia-a-dia. Decidi incorporar seus ensinamentos e passei a chama-lo de : amigo.
As coisas melhoraram, mas os tropeços eram frequentes.
Em um feriado os mundos se encontraram na mesma "frequencia", em uma festa comemorativa. Ali notei o quão perto estávamos, senti o calor de sentimentos puros e tirei uma conclusão elementar:
_Não há motivo para se preocupar com tropeços. Os dois mundos estão perto o bastante para segurarem um ao outro.
OBS: Mais tarde aprendi o dialeto do all star azul, e ele me disse que seu mundo tinha dona: Mayara M. Peixoto
"O segredo"
Hoje me permitirei escrever em primeira pessoa, pois vou relatar algo peculiar que aconteceu comigo, digno de ser contado. Quero compartilhar um daqueles pequenos fatos cotidianos que desperta-nos para pequenas sutilezas da vida. E hoje, particularmente, quero compartilhar com vocês que, dessa vez, quem encontrou um andarilho fui eu.
Porém, pobre andarilho desastrado, veio sem as suas lindas vestes circenses e de cara limpa. Deixara suas danças na esquina anterior, caminhando em seu ritmo lento, suave, sem melodia. Talvez suas roupas estivessem em um cesto na lavanderia e o sol tivesse lhe impedido de pintar a face - pequenas hipóteses de uma imaginação infantil. Era tão distraído que vinha com as mãos livres, sem uma rosa e um cartão.
Se me perguntas como poderia então ser este a criatura mágica que lhes mostrei em outra oportunidade, eu teria que lhe dar razão pelo pouco que contei. Naquela hora nem eu mesma sabia. Era somente mais um dia qualquer, com uma pessoa comum para mim.
Vi aquele velho rosto tão familiar que carregava consigo as mesmas feições que eu guardava em caricatura na minha memória. Cantarolava baixinho velhas canções. Elas faziam meu coração vibrar no mesmo ritmo, lembrando-me das primaveras passadas e do doce som das risadas de outrora.
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[E nesse momento a autora permite-se uma pequena omissão das horas subsequentes para manter um certo segredo sobre assuntos comuns - assim, o segredo em si já está desfeito.]
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Não era possível saber que horas eram - até porque, eram dispensáveis-, nem em que rumo a conversa estava. Só se sabia que o ponteiro dos segundos continuava a passar e a vida prosseguia a seu bel-prazer.Por algum motivo desconhecido, necessitava partir naquele instante. Poderia ser o medo eminente de uma catástrofe, a hora adiantada o frio que chegava, a conversa que se emudecia ou simplesmente a necessidade eminente da partida.
Se eu soubesse o que viria a seguir, teria me preocupado em ater melhor aos detalhes. O único momento que guardei realmente fora quando eu descobri que aquela criatura viria a ser meu andarilho naquele dia.
Com um gesto tão peculiarmente simples, despertou em mim uma sensação estranha (a mesma de Renata ao ler aquelas palavras: "Pois para mim- o desconhecido sem rosto -, pequena Rê, você é especial"). Porém, meu desconhecido tinha rosto, nome, sobrenome e um laço. Naquele instante não era eu andarilha - como muitas vezes me esforcei em ser. Era protagonista da própria história que criei.
Não havia necessidade de cartão para guardar aquelas palavras, muito menos uma rosa para guardar suas pétalas. Com um único e simples gesto minha criatura adorável disse em um sussurro mudo, capaz de abalar minha sólida tranquilidade, todas as palavras escritas naquele cartão. Eu não precisava de algo físico - como nas minhas fúteis convicções - para guardar a sensação de ser especial - e mais do que isso, ser especial para alguém, este, tão importante para mim também. Quem um dia já foi protagonista em vez de andarilho, sabe muito bem o que digo.
Tamanha fora a surpresa que nada consegui dizer. Repeti a reação que vi um dia - curiosamente daquele mesmo ser - diante de uma situação tão parecida, meu déjà-vu invertido. Se eu pudesse enxergar fora de mim, veria o sorriso sem graça - que mais ninguém poderia ver -, a cabeça baixa, assombrada diante de uma epifania tão importante e ao mesmo tempo, admirada.
Doce coinciência, era o mesmíssimo gesto.Tão simples, tão delicado, mas carregava nele todo um sentimento - o peso maior que o mundo. Eu entendi finalmente a complexidade que o meu pequeno gesto há tanto tempo tinha para o meu andarilho.
Fui embora em silêncio. Nem sequer olhei para trás. Guardei o segredo comigo até esse momento. E ainda acredito que ele permanecerá em segredo até sua total compreensão - se um dia ele encontrar esse texto. Eu sei que podia - e deveria - ter dito as mesmas palavras que ouvi, para que elas ficassem marcadas para aquele outro como ficaram pra mim. Mas elas permaneceram em mim, presas na garganta. E se eu tivesse uma outra oportunidade, eu diria aquelas palavras, se ele ainda pudesse lembrar disso.
E se um dia encontrares essas palavras, agradeço imensamente pela sinceridade que encontrei em ti naquele dia - e talvez você nem tenha percebido a importância daquele gesto.
[Para todos aqueles que
um dia tiveram a felicidade de encontrar
um andarilho, mesmo sem uma rosa
e um cartão em suas mãos]
Lu Rodrigues
Sejamos extraordinários!
Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente.
A gente muda o mundo na mudança da mente.
E quando a mente muda a gente anda pra frente.
E quando a gente manda ninguém manda na gente.
Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura.
Na mudança de postura a gente fica mais seguro, na mudança do presente a gente molda o futuro!
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Até quando você vai ficar levando porrada, até quando vai ficar sem fazer nada?
Até quando você vai ficar de saco de pancada?
Até quando você vai levando?