domingo, 19 de setembro de 2010

...

(...)

Mais uma noite atípica de inverno...

O vento gelado, cortante, penetrava sem pudor em minha pele de maneira mais densa, carregada. Ele trazia lembranças e confusões de um passado que insistia em se fazer presente. Era ele que de uma maneira demasiadamente avassaladora confundia as batidas do meu coração e testava sua paciência.

Angústia.

Foi na chuva fina, amor, que me entreguei ao momento, à sensação, ao sentimento. Percebi que por trás de tanta insegurança só existe alguém que clama por sua atenção diária e por seu amor (maior do mundo).

Enganei-me ao achar que ter a capacidade de não falar era aprender a ser forte. Como poderia, se minha força és tu?

Recrimino-me por criar problemas desnecessários para mim mesma, para nós. Seu sorriso estampado na noite me lembra que este é o tempo de realmente viver; de se entregar por completo, hoje.

Desculpe-me, anjo...

Calafrio.

Ouço, longe e baixinho, sua música; sinto forte seu cheiro. Embrulho então a saudade e mando pra quem provocou nossa distância, por menor que seja.

É o coelho na lua que me inspira a dizer-te: obrigada, amor. Por tudo. Pelas alegrias duplicadas e tristezas divididas; pelo seu amor azul cor do céu.

Só peço que entenda: não sei fingir que amo pouco quando em mim ama tudo, por isso a confusão. Minha confusão.

3 comentários:

  1. amay,
    mandita na academia brasileira de letras já.
    lindo!

    ResponderExcluir
  2. Nossa, que texto apaixonado e lindo!
    E falando do coelhinho na lua!!!! *-*
    O tempo de se entregar é hoje. É sempre.
    Lindo lindo.
    Não consigo parar de dizer.. Lindo lindo.
    Wow HAHAHAHAHAHAHAHAAHHA
    :P

    ResponderExcluir