quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A chuva de Perseu

Estática, muda. Presa em seu olhar.

Com uma força épica transformaste-me. Do coração fez transbordar chuva de ouro.

A profecia se dava de forma contínua e lenta...

Estranheza.

Como um bárbaro eu te procurava e me lançava a ti. Entreguei-me aos seus encantos.

Não queria ser mais um ‘mítico herói grego’. Padeceria ao seu lado.

De sua face e honra faria meu escudo e lutaria contra os deuses.

Nem Perseu seria capaz de decapitar nosso amor.

. . . . . .

Lembro-me de ti. Na escuridão de mim guio-me por seus rastros de luz, que mal duram o tempo de um piscar de olhos, mas são fixados na alma.

O céu noturno me fascina e me encoraja. És fonte de inspiração.

Despertastes inveja dos deuses por tamanha pureza e hoje luto ao seu lado.

Essa noite não será como as outras. Teremos interferência de seres maiores.

Parece que um dos filhos de Zeus finalmente me ouviu: da constelação de Perseu cairá sobre nós uma chuva de estrelas cadentes. Um espetáculo para ti, amor.

Rastros luminosos colorirão os céus...

Faça seus pedidos e neles seja grande, como Aquiles e Alexandre...

Aproveite a grandiosidade dos segundos e faça deles arte. Sua arte.

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