
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
A chuva de Perseu
Estática, muda. Presa em seu olhar.
Com uma força épica transformaste-me. Do coração fez transbordar chuva de ouro.
A profecia se dava de forma contínua e lenta...
Estranheza.
Como um bárbaro eu te procurava e me lançava a ti. Entreguei-me aos seus encantos.
Não queria ser mais um ‘mítico herói grego’. Padeceria ao seu lado.
De sua face e honra faria meu escudo e lutaria contra os deuses.
Nem Perseu seria capaz de decapitar nosso amor.
. . . . . .
Lembro-me de ti. Na escuridão de mim guio-me por seus rastros de luz, que mal duram o tempo de um piscar de olhos, mas são fixados na alma.
O céu noturno me fascina e me encoraja. És fonte de inspiração.
Despertastes inveja dos deuses por tamanha pureza e hoje luto ao seu lado.
Essa noite não será como as outras. Teremos interferência de seres maiores.
Parece que um dos filhos de Zeus finalmente me ouviu: da constelação de Perseu cairá sobre nós uma chuva de estrelas cadentes. Um espetáculo para ti, amor.
Rastros luminosos colorirão os céus...
Faça seus pedidos e neles seja grande, como Aquiles e Alexandre...
Aproveite a grandiosidade dos segundos e faça deles arte. Sua arte.