quarta-feira, 14 de julho de 2010

Alinhar ao centro
Um toque quente, vinda de mãos suaves - velhas conhecidas - queimou a minha alma gélida.
Com sua maneira delicada, ergueu meu rosto para que eu pudesse enxergar o céu.
Sentir - e simplesmente sentir o vento em meu rosto, como há semanas havia esquecido.
- Olhe. - ele sussurrou baixinho
Eu havia deixado de olhar o céu. Havia esquecido de procurar as minhas estrelas.
- Ah sim, elas ainda estavam lá, a espera daquele tão conhecido pedido -
Diante dos olhares silenciosos das estrelas, lembrei-me da última vez. A última vez.
O céu não estava tão belo como naquela ocasião. Talvez. Poucas lembranças nítidas daquele momento.
Como se fizessem parte de um sonho longínquo que eu teimasse em lembrar, mas fugiam de mim desesperadamente.
- Talvez tivessem a sua razão em fugir -
Ela olhou para mim e sorriu. Minha senhora sorriu para mim do alto dos céus, um sorriso maroto que somente ela sabia fazer.
Guardava consigo algum segredo. Sorriso de Mona Lisa.
E lembrei-me com extrema fidelidade da última vez que a vira. Estava em seu esplendor máximo, perfeita, encantadora. Haviam se passado semanas e havia esquecido dela. Mas ainda assim, ela sorriu para mim.
E disse docemente só para mim:
- Aguarde menina, pois quando a lua surgir cheia no horizonte novamente tudo voltará a ficar bem. Tua alma estará pronta para olhar os céus novamente em busca das respostas para as antigas questões. Se acalme criança. Você estará pronta para se sentir em paz novamente.


- A espera de que, em 7 dias, a minha senhora apareça no horizonte novamente -

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