sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Guilherme eu, Guilherme você

Audácia seria começar esse trecho com um singelo "Era uma vez".
Não se trata de um conto de fadas e nem, tampouco, de histórias no estilo Stephen King. Misturemos realidade com fantasia, o sublime com a matéria.
Essa é a história de Guilherme.


[A história começa em um daqueles lugares que só existem para você sair de lá]

Talvez seja bom ressaltar que nosso protagonista é Pisciniano, um incorrigível sonhador. Um filho de Netuno capaz de criar os mais fantásticos e requintados climas para fazer do amor uma experiência mágica. Generoso e doador convicto. Muito sensível.

Levando em consideração o lugar em que a história de se desenrola, Guilherme levava uma vida "normal"(leia-se: só ia para escola e não fazia mais nada o resto do dia). Muitos se contentavam com isso, mas ele não.
Os livros eram seu refúgio preferido, não tirando o mérito do video-game (um antigo Nintendo que vinha passando de gerações e já não possuía todas as peças).

Aqui lá vai um segredo: Guilherme, diferentemente da maioria dos meninos de sua idade [13 anos], tinha o dom da palavra. Entregava-se sem reservas e às vezes sem examinar as credenciais de seus ouvintes. Personagens mais racionais e pragmáticos se sentiam confusos com a fala desse pequeno e impalpável filho da Água.
Não que isso fizesse muita diferença na sua "cidade". Lá ele só era o filho da Ruty (personagem que ainda não precisa ser descrita).
.
.
.
O menino queria ser mais! Expandir-se.
Deveria haver algum lugar em que meninos são reis, em que amar ainda seja sublime e as pessoas ainda saibam o que é belo.

Como que por ironia do destino, nosso pequeno rei não sai de sua "cidade" . Ele resolve transformar sua extrema sensibilidade em uma apurada intuição e vencer aquilo que ele apelidava de escuridão.
Como Dom Quixote, que imaginava sua Dulcinéia uma princesa, quando na realidade era uma pessoa de vida duvidosa, Guilherme almejava uma mudança em cada cidadão, pois ele via ali um mundo a ser desbravado, uma vida mais alegre.
.
.
Como em uma rouquidão repentina as mudanças sonhadas não aconteceram, ninguém ouviu o que acabara de ser dito.
---------------Zzzzzzzz--------------

Guilherme acorda.
Havia dormido em cima da redação do colégio.
Nada havia sido escrito.
O sol parecia mais forte. O ar,sinuoso, parecia carregado de sonhos.
Acordara mais um idealista, outro filho da Água.


3 comentários:

  1. Isso por acaso é parte de um livro? E vcê escreve melhor a cada dia Amanda! :D

    ResponderExcluir
  2. Como já disse, acho que o Guilherme ainda tem lindas situações para viver :) Continue, por favor :D Beeeeijos :**

    ResponderExcluir