
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
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Mais uma noite atípica de inverno...
O vento gelado, cortante, penetrava sem pudor em minha pele de maneira mais densa, carregada. Ele trazia lembranças e confusões de um passado que insistia em se fazer presente. Era ele que de uma maneira demasiadamente avassaladora confundia as batidas do meu coração e testava sua paciência.
Angústia.
Foi na chuva fina, amor, que me entreguei ao momento, à sensação, ao sentimento. Percebi que por trás de tanta insegurança só existe alguém que clama por sua atenção diária e por seu amor (maior do mundo).
Enganei-me ao achar que ter a capacidade de não falar era aprender a ser forte. Como poderia, se minha força és tu?
Recrimino-me por criar problemas desnecessários para mim mesma, para nós. Seu sorriso estampado na noite me lembra que este é o tempo de realmente viver; de se entregar por completo, hoje.
Desculpe-me, anjo...
Calafrio.
Ouço, longe e baixinho, sua música; sinto forte seu cheiro. Embrulho então a saudade e mando pra quem provocou nossa distância, por menor que seja.
É o coelho na lua que me inspira a dizer-te: obrigada, amor. Por tudo. Pelas alegrias duplicadas e tristezas divididas; pelo seu amor azul cor do céu.
Só peço que entenda: não sei fingir que amo pouco quando em mim ama tudo, por isso a confusão. Minha confusão.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
A chuva de Perseu
Estática, muda. Presa em seu olhar.
Com uma força épica transformaste-me. Do coração fez transbordar chuva de ouro.
A profecia se dava de forma contínua e lenta...
Estranheza.
Como um bárbaro eu te procurava e me lançava a ti. Entreguei-me aos seus encantos.
Não queria ser mais um ‘mítico herói grego’. Padeceria ao seu lado.
De sua face e honra faria meu escudo e lutaria contra os deuses.
Nem Perseu seria capaz de decapitar nosso amor.
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Lembro-me de ti. Na escuridão de mim guio-me por seus rastros de luz, que mal duram o tempo de um piscar de olhos, mas são fixados na alma.
O céu noturno me fascina e me encoraja. És fonte de inspiração.
Despertastes inveja dos deuses por tamanha pureza e hoje luto ao seu lado.
Essa noite não será como as outras. Teremos interferência de seres maiores.
Parece que um dos filhos de Zeus finalmente me ouviu: da constelação de Perseu cairá sobre nós uma chuva de estrelas cadentes. Um espetáculo para ti, amor.
Rastros luminosos colorirão os céus...
Faça seus pedidos e neles seja grande, como Aquiles e Alexandre...
Aproveite a grandiosidade dos segundos e faça deles arte. Sua arte.
